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	<title>Divagações de um jovem escritor</title>
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	<description>Acho que o título já é o suficiente. :P</description>
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		<title>Divagações de um jovem escritor</title>
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		<title>#FF</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 14:23:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipegabriele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Faz é tempo, viu, que não venho por aqui. Bom, hoje o #FF vai para o blog do Di Vasca. Ironia e sarcasmo de sobra, com uma boa dose de inteligência e humor refinado. Quem é ilustrador, designer ou áreas afins vai se enxergar em muitas das situações. (Como eu…)<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=felipegabriele.wordpress.com&amp;blog=4640330&amp;post=153&amp;subd=felipegabriele&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faz é tempo, viu, que não venho por aqui.</p>
<p>Bom, hoje o #FF vai para o blog do <a href="http://divasca.blogspot.com/" target="_blank">Di Vasca</a>. Ironia e sarcasmo de sobra, com uma boa dose de inteligência e humor refinado.</p>
<p>Quem é ilustrador, designer ou áreas afins vai se enxergar em muitas das situações. (Como eu…)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/felipegabriele.wordpress.com/153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/felipegabriele.wordpress.com/153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/felipegabriele.wordpress.com/153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/felipegabriele.wordpress.com/153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/felipegabriele.wordpress.com/153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/felipegabriele.wordpress.com/153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/felipegabriele.wordpress.com/153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/felipegabriele.wordpress.com/153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/felipegabriele.wordpress.com/153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/felipegabriele.wordpress.com/153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/felipegabriele.wordpress.com/153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/felipegabriele.wordpress.com/153/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/felipegabriele.wordpress.com/153/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/felipegabriele.wordpress.com/153/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=felipegabriele.wordpress.com&amp;blog=4640330&amp;post=153&amp;subd=felipegabriele&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O fim da digitalização</title>
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		<pubDate>Thu, 19 May 2011 21:39:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipegabriele</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divagações]]></category>

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		<description><![CDATA[Com o início do século XXI, já é visível o fim da era digital: experts prognosticam que por volta do ano 2020 a tecnologia do silício não conseguirá mais ser miniaturizada. Até lá, a capacidade de crescimento das tecnologias digitais continuará a crescer, os chips se tornarão ainda mais rápidos, menores e mais baratos: a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=felipegabriele.wordpress.com&amp;blog=4640330&amp;post=137&amp;subd=felipegabriele&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com o início do século XXI, já é visível o fim da era digital: experts prognosticam que por volta do ano 2020 a tecnologia do silício não conseguirá mais ser miniaturizada. Até lá, a capacidade de crescimento das tecnologias digitais continuará a crescer, os chips se tornarão ainda mais rápidos, menores e mais baratos: a &#8220;Lei de Moore&#8221; (nomeada por causa de Gordon Moore, um dos co-fundadores do conglomerado americano Intel) estabelece que a quantidade de transistores que compõem um chip de silício dobra a cada 18 a 24 meses e seu preço se divide pela metade (Knop, 2003). Como esta lei não pode ser infinita, procura-se pesquisar novos sistemas de cálculos biológicos. Estes podem ser construídos como semelhantes ao DNA humano e serão – quando forem utilizados – novamente possíveis de resolver problemas análogos.</p>
<p>Vista desta forma, a era digital terá apenas uma fração mínima na história do desenvolvimento da humanidade, já que foram apenas algumas décadas. Durante este tempo foram e serão modificadas fundamentalmente as nossas relações com os produtos digitais. Isto é visível e experimentável em praticamente todos os aspectos de nossa vida.</p>
<p>Após a constatação, no século XX, de uma mudança de paradigmas e de direções no design – lembramos a &#8220;virada linguistica&#8221;, a &#8220;onda semântica&#8221; ou a &#8220;virada visual&#8221; – mostra-se para o século XXI uma tendência ainda mais espetacular: agora o homem mesmo estará no centro das atenções – fala-se de uma &#8220;virada biológica&#8221;. O filósofo alemão e professor de mídias em Karlsruhe, Peter Sloterdijk (2001), fala das novas &#8220;antropotecnologias&#8221; que se atêm a toda a humanidade. Como as experiências de sucesso de clonagem de animais e após ser decifrado o DNA humano, caíram os últimos bastiões, a configuração de seres humanos já é visível. O corpo humano está em foco, e não apenas da ciência.</p>
<p><em>Texto retirado do livro &#8220;História, Teoria e Prática do Design de Produtos&#8221;, de Bernhard Bürdek. Editora Edgard Blücher, 2006.</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/felipegabriele.wordpress.com/137/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/felipegabriele.wordpress.com/137/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/felipegabriele.wordpress.com/137/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/felipegabriele.wordpress.com/137/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/felipegabriele.wordpress.com/137/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/felipegabriele.wordpress.com/137/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/felipegabriele.wordpress.com/137/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/felipegabriele.wordpress.com/137/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/felipegabriele.wordpress.com/137/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/felipegabriele.wordpress.com/137/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/felipegabriele.wordpress.com/137/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/felipegabriele.wordpress.com/137/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/felipegabriele.wordpress.com/137/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/felipegabriele.wordpress.com/137/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=felipegabriele.wordpress.com&amp;blog=4640330&amp;post=137&amp;subd=felipegabriele&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>#FF</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Apr 2011 13:34:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipegabriele</dc:creator>
				<category><![CDATA[TT's]]></category>

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		<description><![CDATA[Nesta semana meu #FF vai para o Different Thinker, blog do Mário Amaya.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=felipegabriele.wordpress.com&amp;blog=4640330&amp;post=134&amp;subd=felipegabriele&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta semana meu #FF vai para o <a href="http://marioav.blogspot.com/" target="_blank">Different Thinker</a>, blog do Mário Amaya.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/felipegabriele.wordpress.com/134/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/felipegabriele.wordpress.com/134/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/felipegabriele.wordpress.com/134/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/felipegabriele.wordpress.com/134/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/felipegabriele.wordpress.com/134/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/felipegabriele.wordpress.com/134/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/felipegabriele.wordpress.com/134/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/felipegabriele.wordpress.com/134/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/felipegabriele.wordpress.com/134/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/felipegabriele.wordpress.com/134/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/felipegabriele.wordpress.com/134/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/felipegabriele.wordpress.com/134/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/felipegabriele.wordpress.com/134/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/felipegabriele.wordpress.com/134/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=felipegabriele.wordpress.com&amp;blog=4640330&amp;post=134&amp;subd=felipegabriele&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Lançar modelo 2012 no primeiro semestre de 2011 pode, Arnaldo?</title>
		<link>http://felipegabriele.wordpress.com/2011/04/14/lancar-modelo-2012-no-primeiro-semestre-de-2011-pode-arnaldo/</link>
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		<pubDate>Fri, 15 Apr 2011 00:15:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipegabriele</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divagações]]></category>

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		<description><![CDATA[Certa vez, vi uma propaganda da Nissan na tv avisando que a concorrência iria ficar ainda mais chateada com eles, pois estavam lançando a linha 2012 em Abril. De 2011. (tá, certa vez foi hoje&#8230;) Alguém tem alguma explicação plausível para, ultimamente, vivermos dirigindo carros do futuro? Desse jeito, logo após o Show da Virada [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=felipegabriele.wordpress.com&amp;blog=4640330&amp;post=129&amp;subd=felipegabriele&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Certa vez, vi uma propaganda da Nissan na tv avisando que a concorrência iria ficar ainda mais chateada com eles, pois estavam lançando a linha 2012 em Abril. De 2011. (tá, certa vez foi hoje&#8230;)</p>
<p>Alguém tem alguma explicação plausível para, ultimamente, vivermos dirigindo carros do futuro? Desse jeito, logo após o Show da Virada de 2015 aparecerá uma propaganda avisando que a linha 2017 já está à venda numa concessionária perto de você.</p>
<p>Bom, lembrando um pouco história do design, mais ou menos após a recessão os Estados Unidos precisavam, de alguma maneira, recuperar a sua indústria e o seu comércio. A II Guerra Mundial deu uma mãozinha quanto à isso. Em meados dos anos 50 o <em>american way of life</em> os conquistou como um viral da Rebecca Black nos dias de hoje. Todos os americanos &#8220;precisavam&#8221; ter um Cadillac &#8220;rabo-de-peixe&#8221;, enquanto todas as americanas morriam por um novo aspirador, uma nova geladeira. (Ainda era a época das famosas donas-de-casa das propagandas de revista, com seus dentes brancos, olhos azuis e pestinhas bem arrumados esperando o jantar). Todo esse fuzuê foi por uma coisinha que resolveram levar para o design industrial: o tal do <em>face lift</em>.</p>
<p>Os americanos estavam enchendo o deles de dinheiro, com a economia cada vez mais acelerada; mas a indústria, como a de automóveis, sofria do mal do produto bom <em>demais</em>. Sabe aquela história que a sua mãe sempre lhe disse e que os comerciais insistem em enfiar sua cabeça? &#8220;Mas essa não é, assim, uma Brastemp.&#8221; Pois bem. Os carros eram Brastemps. Isso significava que eram bons e duráveis. Uma pessoa, em seu estado normal, não pensaria em comprar um carro novo, se o seu ainda estivesse em bom estado de conservação. Foi ai que algum gênio (para a indústria, não para o consumidor e muito menos para o bolso dele) resolveu levar a ideia do<em> face lift</em> para a indústria.</p>
<p>Se os chamados bens duráveis duravam muito tempo (né?!), a maneira mais eficaz de fazer o consumidor comprar um novo produto era &#8220;maquiá-lo&#8221;. Se mudassem o desenho da lanterna e do farol, colocassem uma nova padronagem de tecido nos bancos e fizessem um novo desenho nas rodas, eles perceberam que poderiam vender aquele mesmo carro como um novo modelo, e assim atiçariam aquele consumidor que sempre quer ter o &#8220;carro do ano&#8221; na garagem. A economia acelerada, a gasolina quase de graça (bons tempos&#8230;) e a paixão americana por carros fizeram a ideia dar mais do que certo. Tanto que foi levada para vários outros tipos de produtos. E que faz sucesso até hoje. Inclusive aqui, onde o estilo de vida deles foi importado.</p>
<p>E é por isso que você compra um carro &#8220;novo&#8221; e acha que fez um excelente negócio. De fato, ele é zero quilômetro. Muitas vezes é um bom produto. Mas o seu projeto, se brincar, é o mesmo desde o início dos anos 90.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>A Brastemp não patrocinou este post.</em> <em>Mas até que seria uma boa ideia. hêhê.</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/felipegabriele.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/felipegabriele.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/felipegabriele.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/felipegabriele.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/felipegabriele.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/felipegabriele.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/felipegabriele.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/felipegabriele.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/felipegabriele.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/felipegabriele.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/felipegabriele.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/felipegabriele.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/felipegabriele.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/felipegabriele.wordpress.com/129/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=felipegabriele.wordpress.com&amp;blog=4640330&amp;post=129&amp;subd=felipegabriele&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>&#8220;Não diga que é pernambucano. Não se deve humilhar ninguém, meu filho.&#8221;</title>
		<link>http://felipegabriele.wordpress.com/2011/03/17/nao-diga-que-e-pernambucano-nao-se-deve-humilhar-ninguem-meu-filho/</link>
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		<pubDate>Thu, 17 Mar 2011 19:29:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipegabriele</dc:creator>
				<category><![CDATA[TT's]]></category>

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		<description><![CDATA[Por André Duarte. Vale a pena a leitura. Pela primeira vez na história do jornalismo, o maior repórter em linha reta da revista mais arrojada da Rua do Veiga investiga as origens da megalomania local. O Recife já não tem mais o maior shopping nem a mais longa avenida em linha reta da América Latina, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=felipegabriele.wordpress.com&amp;blog=4640330&amp;post=126&amp;subd=felipegabriele&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por André Duarte</em>. <em>Vale a pena a leitura.</em></p>
<p>Pela  primeira vez na história do jornalismo, o maior repórter em linha reta  da revista mais arrojada da Rua do Veiga investiga as origens da  megalomania local.</p>
<p>O  Recife já não tem mais o maior shopping nem a mais longa avenida em  linha reta da América Latina, Caruaru pode perder o posto de maior feira  ao ar livre para uma concorrente do Equador e o Galo da Madrugada tem  um bloco no Rio de Janeiro no seu encalço, querendo rifá-lo do Guinness  Book. Mas quem se importa com isso em Pernambuco, uma terra superlativa,  onde o “maior”, o “melhor” ou o “primeiro” parecem preceder qualquer  coisa, mesmo que ela não seja positiva?</p>
<p>Aurora (<a href="http://www.diariodepernambuco.com.br/aurora" target="_blank">www.diariodepernambuco.com.br/aurora</a>),  publicada pelo jornal mais antigo em circulação da América Latina, se  debruça sobre o assunto e tenta explicar esse traço adjetivado do DNA  pernambucano. Sobram teses e histórias bem-humoradas, mas os  diagnósticos são variados: Mania de grandeza, bairrismo, ufanismo,  soberba, megalomania ou orgulho. O fato é que o Leão do Norte, imortal  como o seu hino, atracou de nariz ainda mais empinado no século 21, como  um navio feito de madeira que cupim não rói ancorando no Porto de  Suape. O “boom” econômico finalmente chegou depois de uma decadência que  desafiou os brios mais armoriais.</p>
<p>Mas  é como se os 381 anos que nos separam da chegada das primeiras  embarcações da invasão holandesa, em 1630, nunca tivessem existido.  Pesquisador e chefe do Departamento de Ciência da Informação da  Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Marcos Galindo explica que o  talento do pernambucano para maximizar sua própria história remonta ao  período da Proclamação da República, em 1889. “A gente teve que criar  uma nobreza que não tinha (com a saída na monarquia portuguesa). E onde  fomos buscar? Na história do Brasil holandês. Maurício de Nassau era um  príncipe gentil, que trouxe pintores, poetas e construiu uma cidade”,  avalia, ressaltando que a outra imagem do conde, a de tarefeiro da  Companhia das Índias Ocidentais, foi colocada em segundo plano para não  comprometer a montagem de uma identidade ainda verde.</p>
<p>Segundo  o pesquisador, isso só foi possível depois que o professor, político e  historiador José Hygino Duarte Pereira (1847-1901) viajou à Holanda, em  1885, para garimpar toda a papelada histórica. “O que os historiadores  fizeram foi pegar esse fato histórico e criar uma situação que era  produtiva para a identidade do Brasil que se construía”. Depois de  transferir para a academia um assunto que só se falava em rodas de  amigos, Marcos Galindo dividiu o estilo pernambucano de autopromoção em  três expressões distintas: ufanismo, fanfarronice e megalomania:</p>
<p>“Ufanismo  tem uma função social superimportante de autoafirmação e de construção  da identidade. Quem está embaixo quer ir para cima. E no discurso só se  consegue isso levantando seu moral e dizendo que tudo o que você faz é o  maior ou melhor. É quando você diz, por exemplo, que a música de Chico  Science é a melhor do mundo”.</p>
<p>“Fanfarronice  é quando a gente diz que o Recife é o lugar onde os rios Capibaribe e  Beberibe se juntam pra formar o Oceano Atlântico. Essa é uma ideia  sofismática, que tem uma base lógica. Mas é uma lógica que é feita para  causar uma resposta que não é verdadeira. É uma mentira”.</p>
<p>“Megalomania  é quando você quer ser maior do que você é. O cara faz acreditando que é  verdadeiro. É quando alguém diz que a Avenida Caxangá é a maior em  linha reta do mundo. É algo patológico, que a gente cria. É uma  macaquice que a gente utiliza pra rir da gente mesmo”.</p>
<p>O  escritor e assessor de documentação da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj)  Paulo Gustavo conta a história de uma senhora de engenho que manda o  filho estudar na Europa e pede pra que ele não diga a ninguém que é de  Pernambuco. O filho não entende o pedido. Ela justifica: “Não se deve  humilhar ninguém, meu filho”. Paulo classifica esse hábito local como  uma marca do nativismo. “É como se fosse um fator de compensação por  essa perda de prestígio pela qual o estado passou” avaliou, falando do  declínio do setor sucroalcooleiro, que até a primeira metade do século  passado encabeçava o status quo.</p>
<p>Entre  idas e vindas dos Estados Unidos, onde morou, a cineasta pernambucana  Luci Alcântara notou uma mudança drástica na autoestima do estado. “Na  década de 1980, era aquela autoestima baixíssima. Quando eu voltei, já  na metade dos anos 1990, era outra coisa. Todo mundo só queria ser as  pregas de Odete”, brinca, usando um termo comum à época. Ainda em solo  norte-americano, ela tremia de frio no inverno rigoroso de Chicago  quando teve a ideia de fazer um filme sobre as exaltações maiúsculas dos  seus conterrâneos.</p>
<p>Na  ocasião, Luci acompanhava uma exposição do marido quando uma mulher  elogiou uma tela com a paisagem de Pernambuco. “Eu já estava bêbada e  disse a ela que o Recife era tão bom que tinha um chef de cozinha, um  designer, um fotógrafo e um estilista em cada esquina. Aí ela ficou  surpresa e disse que Paris era assim também. Foi quando eu falei que o  Recife era muito melhor porque Paris não tem carnaval”.</p>
<p>Nascia  O melhor documentário do mundo, um ‘documédia’ (mistura de documentário  com comédia). O filme, todo entrecortado por depoimentos de músicos,  escritores, artistas plásticos e intelectuais, tem como matéria-prima “a  greia”, segundo a mentora, uma das nossas principais armas. A cineasta  conta que o nome do projeto surgiu durante a pesquisa de roteiro, quando  reuniu as cinco palavras que mais precedem os elogios: o primeiro, o  único, o mais, o maior e o melhor. O documédia está 90%” pronto e a  cineasta aguarda aprovação de editais de financiamento para finalizar o  material. “Teve gente que disse que a pangeia (espécie de grande  continente, que se fragmentou há milhões de anos, dando origem à América  do Sul, África, Austrália e Índia) começou na Padaria Pangea, que tinha  no Pina”. Alceu Valença, melhor cantor nascido em São Bento do Una, e o  pintor João Câmara, que segundo suas próprias palavras só não é o maior  do mundo porque nasceu na Paraíba, entraram na brincadeira e gravaram  depoimentos. “O orgulho de todos os entrevistados é o mesmo,  independentemente da classe social, nível educacional ou se é um artista  de vanguarda ou tradicional. Na verdade, quando tocamos nesse assunto, o  bom humor vem à tona. A gente não leva isso muito a sério”.</p>
<p>O  apresentador e produtor cultural Roger de Renor costuma dizer que  “Recife é a maior cidade pequena do mundo”. “Recife tem tudo de ruim que  uma cidade grande tem, como os engarrafamentos e os shoppings, mas por  outro lado tem aquele provincianismo de cadeira na calçada, de todo  mundo se conhecer porque Fulano estudou com Sicrano ou é casado com  Beltrano”.</p>
<p>Roger  tem uma definição na ponta da língua para o fenômeno: “É a egolombra”.  Até que leva na gozação, mas reclama quando o recurso é usado de forma  exagerada, sem autocrítica. “O que fica de legal é o bom humor, desde  que ele leve a uma discussão”. Cita como exemplo o Galo da Madrugada. “O  fato de ser o maior bloco de carnaval do mundo não representa nada.  Gostaria que fosse o melhor, e não o maior. Ali não cabe nem 1 milhão de  pessoas. Qualquer carnaval desses eu vou lá numa esquina pra contar um  por um. É o jeito”.</p>
<p>Brincadeiras  à parte, os bons ventos na nova economia de Pernambuco, que vieram a  reboque dos investimentos do Porto de Suape, só colocaram mais lenha  numa espécie de fogueira das vaidades. O consultor de empresas Francisco  Cunha, diretor da TGI e coautor do livro Pernambuco afortunado (Editora  INTG), alerta que, ao mesmo tempo em que os pernambucanos  supervalorizam a sua terra, o estado ainda sofre de uma estranha  “vergonha” de fazer propaganda aos vizinhos. “É contraditório. Na  verdade, é uma soberba”, diz.</p>
<p>Cunha  busca explicação para tal comportamento no apogeu da década de 1950,  sucedido por uma franca decadência “econômica, política e cultural” que  durou até meados de 1990. Os sintomas ele costuma chamar de “ciclotimia”  (segundo o Aurélio, “predisposição a mostrar alternâncias de  comportamento que ora é de depressão, ora de excitação”).</p>
<p>Nas  palestras que concede a empresários e gente que move a engrenagem  local, o consultor deixa claro que Pernambuco precisa de um divã. “Antes  vivíamos numa redoma e agora estamos diante de um mundo globalizado. Se  essa soberba continuar, as empresas de Pernambuco vão quebrar porque  não saberão se atualizar. É uma contradição danosa. É aquela coisa: eu  sou bom e os outros é que têm que achar isso”, critica Francisco Cunha.</p>
<p>A  tese do ufanismo nacional encontrou sua primeira ressonância há pouco  mais de um século, quando o escritor Afonso Celso escreveu Porque me  ufano do meu país. Vários trechos tecem generosas loas ao Brasil. Uma  apologia em forma de livro, que também repercutiu no Nordeste. “Somos  uma grande nação. Ampla porção do mundo nos pertence. Formamos um  conjunto solidário do qual nada perdemos, há quatrocentos anos, apesar  de poderosos governos terem tentado, por vezes repetidas, arrancar-lhe  pedaços”, aponta o autor.</p>
<p>Admirador  do livro, Marcos Galindo defende o ufanismo com unhas e dentes.  “Imagine se a gente só destacasse o que temos de ruim. Isso não poderia  mascarar o que temos de bom? O ufanismo é um fenômeno social humano. Não  é uma coisa ligada só ao povo pernambucano. Os norte-americanos são a  prova dessa forma de ufanismo. Tudo pra eles é maior e melhor”.</p>
<p>O  escritor Paulo Gustavo arremata: “A gente diz que a pátria nasceu em  Jaboatão dos Guararapes, onde aconteceu a Batalha dos Guararapes, mas se  você for ao Museu do Ipiranga, em São Paulo, eles falam a mesma coisa.  Isso sem falar do baianismo. Mas todo excesso nunca é bom”. A cineasta  Luci Alcântara aposta num meio-termo. “Ufanismo é muito feio. Quando é  megalomania fica uma coisa mais jocosa, mais engraçada”.</p>
<p>Já  Roger de Renor vai no caminho inverso: “Até nas coisas ruins tem disso  aqui. Dizem que o Aníbal Bruno é a maior penitenciária da América Latina  e que o Recife é a cidade com mais ataques de tubarão no mundo. Tem até  campanha de supermercado que diz ter orgulho de ser nordestino. Parece  aquela coisa: ‘Vivo na merda, mas sou feliz’”. Enquanto toma o  tradicional chá das 5 da tarde e saboreia uma fatia de bolo de rolo com  seus colegas imortais, o presidente da Academia Brasileira de Letras  (ABL), Marcos Vilaça, costuma fazer uma “pequena-grande” correção sobre a  tal mania de grandeza do Pernambucano: “Não temos essa mania. O que  temos é a grandeza mesmo”.</p>
<p><strong>Ranking da Megalomania</strong></p>
<p>Recife  já teve o MAIOR SHOPPING da América Latina em área construída, mas o  empreendimento agora está na sétima posição no país, segundo dados da  Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce).</p>
<p>A  AVENIDA CAXANGÁ não é a maior da América Latina em linha reta da  América Latina. Juiz de Fora (Minas Gerais) e Palmas (Tocantins)  reivindicam o título. A Caxangá tem 6 quilômetros de extensão, mas a  Avenida Teotônio Segurado, em Palmas, tem 14 quilômetros, sendo 12 em  linha reta.</p>
<p>Em  Pernambuco está o maior teatro ao ar livre do mundo, em FAZENDA NOVA. A  cidade-teatro ocupa cerca de 100 mil metros quadrados. A cidade de  Caruaru diz ter a maior feira ao ar livre do mundo, mas a cidade de  Otavalo, no norte do Equador, também afirma que o título é dela. Não há  dados comparativos oficiais entre as duas cidades.</p>
<p>O  Recife tem o segundo maior POLO MÉDICO do país. A avaliação é feita  pela Confederação Nacional de Saúde com critérios nem sempre objetivos.  Leva em conta, além do número de atendimentos e leitos, os recursos  tecnológicos.</p>
<p>O  GALO DA MADRUGADA foi reconhecido na edição de 1995 do Guinness Book (o  livro dos recordes) como o maior bloco de carnaval do mundo, com 1,5  milhão de pessoas. Em 2009 foram 2 milhões de foliões, segundo a  diretoria. Os fundadores do bloco Cordão Bola Preta, do Rio de Janeiro,  que no ano passado arrastou 1 milhão de pessoas, planejam ultrapassar o  Galo em quatro ou cinco anos com a mudança do desfile para um lugar mais  amplo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><em><strong>&#8220;A Melhor Reportagem do Mundo&#8221;</strong></em></p>
<p><em> Texto de André Duarte, publicado na Revista Aurora [Diário de Pernambuco]</em></p>
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		<title>O não-pensar vicia</title>
		<link>http://felipegabriele.wordpress.com/2011/03/14/o-nao-pensar-vicia/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Mar 2011 19:01:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipegabriele</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divagações]]></category>

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		<description><![CDATA[Certa vez, escrevi em algum lugar que o não-pensar vicía. E é verdade. Não precisar pensar, realizar um trabalho maquinamente, repetido e constante, é um alento ao cérebro preguiçoso. E a preguiça contagia e acaba tomando controle do corpo inteiro. Seria essa a causa da letargia cerebral que acomete grande parte da população nesses dias [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=felipegabriele.wordpress.com&amp;blog=4640330&amp;post=120&amp;subd=felipegabriele&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Certa vez, escrevi em algum lugar que o não-pensar vicía. E é verdade. Não precisar pensar, realizar um trabalho maquinamente, repetido e constante, é um alento ao cérebro preguiçoso. E a preguiça contagia e acaba tomando controle do corpo inteiro. Seria essa a causa da letargia cerebral que acomete grande parte da população nesses dias de internet banda larga e obesidade mórbida?</p>
<p>Acabei de ler um artigo do Meio Bit onde um cara passou um verdadeiro sufoco com o suporte da HP (a empresa de computadores), pois ele estava para receber uma cômoda antiga do seu avô ao mesmo tempo em que o seu colega de quarto solicitara que a HP recolhesse um notebook para conserto. Algo comum nos Estados Unidos, deixar a encomenda na porta de casa revelou ser um péssimo negócio para ele. Mas não por culpa de nenhum ladrão de bem que estivesse pelas redondezas afim de notebooks perdidos. As empresas de entrega envolvidas (DHL e Fedex) ajudaram o suporte da HP nessa cacofonia.</p>
<p>Resumindo a história, que pode ser lida na íntegra <a href="http://meiobit.com/82278/hp-entra-para-os-anais-do-suporte-com-lubrificante/" target="_blank">aqui</a>, levaram a caixa da cômoda que acabara de ser entregue como se fosse um notebook (WTF?), e o suporte da HP, não conseguindo reconhecer a antiguidade como um notebook (!), disse ao seu dono que não poderia fazer nada.</p>
<p>Não bastasse a estupidez do entregador, ou, mais precisamente, a sua falta de vontade de pensar (o entregador sabia que iria buscar um notebook), o suporte da HP ainda destruiu a cômoda, talvez procurando vestígios arqueológicos de um elo perdido do <em>Notebookensis erectus</em>.</p>
<p>Quer dizer que, se não está no manual, se não está na zona de conforto, as pessoas simplesmente não tem o senso crítico de resolver o problema? O que está acontecendo com os cérebros humanos, tão evoluídos? É muito McDonald&#8217;s na cabeça?</p>
<p>Depois desta história, eu juro que fiquei com medo da minha frase. E estou com medo de não-pensar novamente. Vai que eu viro um Neandertal desses&#8230;</p>
<p>P.S.: O pobre coitado teve sua idenização, no fim das contas. Final feliz para ele, mas não para a cômoda. E o pessoal do suporte também não usou as camisinhas e os lubrificantes. (Leia o artigo que você saberá do que estou falando!)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/felipegabriele.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/felipegabriele.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/felipegabriele.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/felipegabriele.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/felipegabriele.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/felipegabriele.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/felipegabriele.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/felipegabriele.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/felipegabriele.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/felipegabriele.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/felipegabriele.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/felipegabriele.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/felipegabriele.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/felipegabriele.wordpress.com/120/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=felipegabriele.wordpress.com&amp;blog=4640330&amp;post=120&amp;subd=felipegabriele&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>#FF</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Mar 2011 16:20:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipegabriele</dc:creator>
				<category><![CDATA[TT's]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta semana, meu #FF vai para o Malvados. Cartoons geniais!<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=felipegabriele.wordpress.com&amp;blog=4640330&amp;post=117&amp;subd=felipegabriele&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta semana, meu #FF vai para o <a href="http://www.malvados.com.br" target="_blank">Malvados</a>. Cartoons geniais!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/felipegabriele.wordpress.com/117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/felipegabriele.wordpress.com/117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/felipegabriele.wordpress.com/117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/felipegabriele.wordpress.com/117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/felipegabriele.wordpress.com/117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/felipegabriele.wordpress.com/117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/felipegabriele.wordpress.com/117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/felipegabriele.wordpress.com/117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/felipegabriele.wordpress.com/117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/felipegabriele.wordpress.com/117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/felipegabriele.wordpress.com/117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/felipegabriele.wordpress.com/117/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/felipegabriele.wordpress.com/117/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/felipegabriele.wordpress.com/117/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=felipegabriele.wordpress.com&amp;blog=4640330&amp;post=117&amp;subd=felipegabriele&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Impressões estudantis de uma igreja barroca</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Feb 2011 21:25:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipegabriele</dc:creator>
				<category><![CDATA[Divagações]]></category>

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		<description><![CDATA[Logo na entrada, a clara e imposta percepção do mundo barroco jogado na nossa cara. A faixada, excessivamente adornada por curvas francesas. Uma apelação. Seria isso uma apelação? O barroco, segundo constam meus estudos literários, surgiu em uma época que a igreja católica perdia muitos fiéis para o protestantismo. Seria, então, uma tentativa desesperada de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=felipegabriele.wordpress.com&amp;blog=4640330&amp;post=109&amp;subd=felipegabriele&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Logo na entrada, a clara e imposta percepção do mundo barroco jogado na nossa cara. A faixada, excessivamente adornada por curvas francesas. Uma apelação.</p>
<p>Seria isso uma apelação? O barroco, segundo constam meus estudos literários, surgiu em uma época que a igreja católica perdia muitos fiéis para o protestantismo. Seria, então, uma tentativa desesperada de reconquista? Talvez suborno?</p>
<p>O calor dos trópicos não perdoa a ninguém, nem mesmo ao mais fiel dos fiéis. Dentro da santa nave o calor é infernal. Como providência divina, o tempo se fecha, abrandando essa sensação, que iria contra os princípios do próprio barroco, o de tirar as pessoas do &#8220;inferno&#8221; (a palavra proibida mais uma vez) das ruas quentes para o conforto da casa de Deus.</p>
<p>Outra coisa que merece nota é o eficiente bloqueio sonoro que os arquitetos do século XVIII conseguiram naquelas paredes. O silêncio ali dentro só era quebrado por um zunido proveniente, provavelmente, (isso foi de propósito), de algum ar condicionado de alguma sala fechada da administração paroquial, além das dependências que um simples critão poderia ir. Como naquela época (1770) ainda não havia tal tecnologia, o silêncio só deveria ser quebrado pelos cânticos dos clérigos.</p>
<p>Luz é outro ponto importante. Por mais claro que esteja o dia, a igreja permanece na penumbra. A pouca luz que entra pelas pequenas e estreitas janelas do alto da cúpula é direcionada ao altar. A luz divina mostrando todo o seu esplendor ao povo.</p>
<p>Estava eu de pé, recostado na entrada da igreja, quando uma moradora de rua me aborda, perguntando-me se poderia usar o banheiro. Respondo-lhe, sinceramente, que não sei. Nunca havia parado para pensar se havia banheiros dentro de igrejas. Ao meu ver, aquele era um lugar sagrado, um templo onde as pessoas iam para rezar, para meditar. Buscar respostas, pedir ajuda. Como vi há pouco um senhor que entrou, ajoelhou-se perante Jesus morto aos braços da virgem Maria por alguns minutos, fez o sinal da cruz e saiu. Mas aquela moradora de rua que me abordara (que mais tarde vim saber se chamar Gisleide) talvez pensasse diferente. Talvez, para ela, meditar não tenha a menor importância. Talvez, para ela, a igreja seja apenas um local onde ela ganha seu pão pela manhã e onde ela possa usar o banheiro. Talvez, para ela, Deus não exista. Ou talvez ela tenha esquecido Dele. Ou Ele dela. Parece mais provável.</p>
<p>Entrando em uma igreja barroca do século XVIII, nos perguntamos. No meio de tanta opulência, tantas riquezas, como a Capela Dourada, logo ao lado, realmente haveria espaço ali para o povo? Não no sentido de entrar na igreja, pois &#8220;todos&#8221; (diga-se por todos, naquela época, os brancos que tivessem algum status social) podiam assistir à santa missa. Mas no sentido mais divino do cristianismo: &#8220;Todos são iguais perante Deus&#8221;. E que igualdade é essa?</p>
<p>A pergunta desapareceu no ar, sumindo, subindo e fugindo pelas estreitas janelinhas da cúpula. Tomara que algum anjo a ache pelo caminho.</p>
<p><em>Ensaio feito para a cadeira de Antropologia, na época da faculdade. Achei no meu caderninho de anotações.</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/felipegabriele.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/felipegabriele.wordpress.com/109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/felipegabriele.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/felipegabriele.wordpress.com/109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/felipegabriele.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/felipegabriele.wordpress.com/109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/felipegabriele.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/felipegabriele.wordpress.com/109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/felipegabriele.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/felipegabriele.wordpress.com/109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/felipegabriele.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/felipegabriele.wordpress.com/109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/felipegabriele.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/felipegabriele.wordpress.com/109/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=felipegabriele.wordpress.com&amp;blog=4640330&amp;post=109&amp;subd=felipegabriele&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Risos de uma quinta, para aguentar até a sexta.</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Jan 2011 13:21:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipegabriele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Havia um engraçadinho carente embaixo da passarela que levava à rodoviária. Desviei meu olhar, porque quando algum deles nos veem querem logo um sorriso, gargalhada, essas coisas baratas. Não adiantou a alegria. - Hei, tio, me dá um trocadilho. - Desculpe, mas só estou com a minha risada de trabalho. - Tio, é um trocadilho [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=felipegabriele.wordpress.com&amp;blog=4640330&amp;post=106&amp;subd=felipegabriele&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Havia um engraçadinho carente embaixo da passarela que levava à  rodoviária. Desviei meu olhar, porque quando algum deles nos veem querem  logo um sorriso, gargalhada, essas coisas baratas. Não adiantou a  alegria.</p>
<p>- Hei, tio, me dá um trocadilho.</p>
<p>- Desculpe, mas só estou com a minha risada de trabalho.</p>
<p>- Tio, é um trocadilho pra comprar uma tirada.</p>
<p>- Sei. Vai é atrás de 140 caracteres de alguma droga! Onde estão seus pais?</p>
<p>- Tão lá no semáforo fazendo stand up. Era pra eu tá vendendo gracejos. Se eles sabem que estou pedindo me matam de rir.</p>
<p>- Eles tinham algum tipo de trabalho? Como faziam pra manter o hilário do mês?</p>
<p>- Bem, o último trabalho deles era uma piada.</p>
<p>- Hum, daí resolveram partir pra piada vagabunda. Você deveria estar  na escola. Pensando em ser no futuro um homem de grande ironia.</p>
<p>- Sarcástico assim como o senhor?</p>
<p>- Não sou tão sarcástico como você pensa. Eu só trabalho duro pra ter  o meu cinismo. Minha carteira está vazia. Não tem nem graça.</p>
<p>- …</p>
<p>- Pare de me olhar assim. Vamos, pegue essa deixa. E pense naquilo que eu te disse.</p>
<p>- Obrigado, tio. O senhor tem um bom humor.</p>
<p><em>Texto do <a href="http://playboy.abril.com.br/blogs/o-mundo-segundo-tio-dino/2011/01/27/risos/" target="_blank">Tio Dino</a></em>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/felipegabriele.wordpress.com/106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/felipegabriele.wordpress.com/106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/felipegabriele.wordpress.com/106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/felipegabriele.wordpress.com/106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/felipegabriele.wordpress.com/106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/felipegabriele.wordpress.com/106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/felipegabriele.wordpress.com/106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/felipegabriele.wordpress.com/106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/felipegabriele.wordpress.com/106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/felipegabriele.wordpress.com/106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/felipegabriele.wordpress.com/106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/felipegabriele.wordpress.com/106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/felipegabriele.wordpress.com/106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/felipegabriele.wordpress.com/106/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=felipegabriele.wordpress.com&amp;blog=4640330&amp;post=106&amp;subd=felipegabriele&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O grande problema não é a capa da Veja, somos nós.</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Jan 2011 13:01:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>felipegabriele</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Inauguro 2011 com este post publicado pelo designer Rodrigo Morbey em seu blog, criticando a capa da revista Veja São Paulo comemorativa dos 457 anos da cidade. Vale a crítica, a qual eu concordo. O que você acha? Por Rodrigo Morbey Nos últimos dias a capa da revista Veja São Paulo foi alvo de críticas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=felipegabriele.wordpress.com&amp;blog=4640330&amp;post=100&amp;subd=felipegabriele&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Inauguro 2011 com este post publicado pelo designer Rodrigo Morbey em seu <a href="http://rodrigomorbey.posterous.com/" target="_blank">blog</a>, criticando a capa da revista Veja São Paulo comemorativa dos 457 anos da cidade. Vale a crítica, a qual eu concordo. O que você acha?</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://felipegabriele.files.wordpress.com/2011/01/capa-vejasp-2201-1.jpeg"><img class="size-full wp-image-101 aligncenter" title="capa-vejasp-2201-1" src="http://felipegabriele.files.wordpress.com/2011/01/capa-vejasp-2201-1.jpeg?w=500&#038;h=329" alt="" width="500" height="329" /></a></p>
<p><em>Por Rodrigo Morbey</em></p>
<p><em>Nos últimos dias a capa da revista Veja São Paulo foi alvo  de críticas e piadas. Não é para menos, sob o ponto de vista de um bom  projeto gráfico é um esculacho. Mas lá no fundo, sinceramente, não me  assusto com ela. Ela é o retrato da promiscuidade gráfica que vem  avassalando nosso campo visual, é a proliferação da imagem mal projetada  e neglicenciada de uma produção minimamente satisfatória. É a  banalização comum nos dias de hoje, tão comum que ninguém percebe, e  quem percebe fica quietinho. E somos bons nisso.</em></p>
<p><em>O mais preocupante para mim é que quando surge algo como  esta capa as pessoas se sentem perdidas. Entre os relatos pude ouvir:  “Mas gente, o que tem de errado? Me explica?” ou ainda: “Mas não seria  intencional?”.</em></p>
<p><em>Isto demonstra como estamos perdendo a capacidade crítica  sobre o que vemos. As pessoas já não sabem distinguir o que é bom e o  que não é, muitas vezes simplesmente aceitam, consomem, não param um  segundo sequer para dar atenção ao que têm em mãos. Os próprios  profissionais se perdem no universo nebuloso das defesas conceituais.  Tantos conceitos gráficos já foram usados de forma totalmente  distorcida, que parece que mesmo as pessoas que vivem disso já não  conseguem mais defender o que fazem. Já presenciei Designers, em  diversas etapas de sua vida profissional, que não conseguem criar um bom  argumento do que estão projetando e assim fazem da frase “é esta a  intenção” uma desculpa para algo que é verdadeiramente ruim.</em></p>
<p><em>Precisamos nos lembrar que um trabalho feito com a  intenção de remeter a uma cultura específica não significa um trabalho  de má qualidade. Em um rápido passeio pelo centro de São Paulo podemos  presenciar indícios extremamente ricos de uma produção cultural de  massa, com belíssimas e inusitadas composições tipográficas encontradas  em lambe-lambes e homens-placa.</em></p>
<p><em>A capa da Veja não é o problema, ela é o resultado. O  resultado de profissionais que estão condicionados a entregar e não  sendo críticos, chefes que apertam os prazos de produção e não se  importam com qualidade, instituições de ensino que empurrar pessoas  despreparadas no mercado e consumidores robotizados que não têm  capacidade de separar o joio do trigo.</em></p>
<p><em>Estamos nos tornando analfabetos visuais, e isto não entra em nenhuma pesquisa.</em></p>
<p>Alheio à Veja<em>, </em>que costuma me surpreender de vez em quando, no mau sentido, meus parabéns pelo aniversário de São Paulo. Todos os brasileiros torcem para que essa cidade tão importante consiga superar seu maior obstáculo: ela mesma.<em><br />
</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/felipegabriele.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/felipegabriele.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/felipegabriele.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/felipegabriele.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/felipegabriele.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/felipegabriele.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/felipegabriele.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/felipegabriele.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/felipegabriele.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/felipegabriele.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/felipegabriele.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/felipegabriele.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/felipegabriele.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/felipegabriele.wordpress.com/100/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=felipegabriele.wordpress.com&amp;blog=4640330&amp;post=100&amp;subd=felipegabriele&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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